Após quatro anos de espera, criança autista assistida por abrigo ganha nova família

No mês nacional da adoção, TJAM e instituições parceiras reforçam ações e orientações sobre o tema.
Foto: Raphael Alves/TJAM

Neste início de maio, mês nacional da Adoção, o exemplo do casal amazonense José Roberto e Rosalina Rodrigues, ambos com 49 anos e casados há 17, mostra que a sensibilidade traduzida em gesto concreto de amor e cuidado, pode transformar para sempre a vida de crianças como Maria Eduarda.

Diagnosticada com autismo, com cinco anos de idade, dos quais quatro sendo assistida pelo Abrigo Moacyr Alves, localizado na zona oeste de Manaus, 'Duda' foi adotada pelo casal nesta semana e, com a nova família, começa a viver uma nova história.

O processo que resultou na adoção de Duda teve a participação determinante de entidades como o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio de seu Juizado da Infância e Juventude Cível (JIJC) e sua Coordenadoria da Infância e Juventude (COIJ), o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE) e Defensoria Pública Estadual (DPE).

Em regime de parceria, as três instituições viabilizam, semestralmente, as audiências concentradas, visitando todos as unidades acolhedoras da capital amazonense e atuando para desburocratizar a situação processual de crianças e adolescentes que vivem em regime de acolhimento.

Neste mês, estas audiências concentradas seguem até o dia 30, com os profissionais da COIJ e JIJC/TJAM, DPE e MPE visitando todas as dez unidades de acolhimento em funcionamento na cidade de Manaus.

Uma nova história
Rosalina Rodrigues, agora mãe adotiva de Duda, afirma que pretende, junto com o esposo e as duas filhas biológicas do casal, proporcionar a criança um ambiente de amor e de saudável convívio. “Movidos pelo amor, é o que pretendemos proporcionar todos os dias a ela”, disse.

Rosalina conta que ela e José Roberto tinham, desde a ápoca em que se casaram, há 17 anos, o desejo de adotar uma criança. “Era uma vontade que ficou um tempo adormecida e que agora estamos concretizando. Conhecemos, há muito tempo, o Abrigo Moacyr Alves e voltamos no último ano para realizar uma visita. Visita esta que nos motivou a adotar a Duda, não fazendo distinção sobre as limitações de seu organismo”, afirmou.

Rosalina diz que, com acompanhamento e autorização do JIJC, há seis meses recebeu, juntamente com o esposo, a autorização para levar Maria Eduarda, aos finais de semana, para sua residência. “Há seis meses vivenciamos este processo de adaptação e neste período os laços de afetividade foram fortemente estabelecidos. As pessoas de fora (de nosso ciclo familiar) podem achar que teremos muito trabalho por conta das limitações da Duda, mas não enxergamos dessa forma. Só temos, como família, o sentimento de gratidão e suas limitações se diluem”, disse Rosalina.

Fonte: d24am.com

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