domingo, 29 de abril de 2018

Ninguém é tão pobre que não possa doar e ninguém é tão rico que não possa receber

Mulher com dano cerebral comove ao doar cabelo em São Carlos: 'ato de amor', diz

Claudinha e presidente da Rede Feminina São-Carlense de Combate ao Câncer, Iraides de Oliveira Leite 
(Foto: Fabiana Assis/G1)

Nem mesmo a dificuldade de locomoção impediu Claudia Tereza Lavandoski, de 38 anos, de ir até a Rede Feminina de Combate ao Câncer, em São Carlos (SP), realizar o sonho de fazer o bem. Ela decidiu doar mais de 40 centímetros de cabelo para a confecção de perucas para pessoas com câncer em tratamento com quimioterapia.

A entrega de duas mechas grandes - uma ela guardava há anos e a outra foi cortada recentemente - comoveu quem presenciou a entrega, feita nesta semana, e o exemplo iniciou uma onda de solidariedade .

“Um ato de amor ao próximo, carinho e muita felicidade”, disse Claudinha.

Claudinha tem ataxia hereditária, um transtorno neurológico que afeta uma parte do cérebro e, por isso, não tem controle sobre a coordenação dos movimentos, o que causa dificuldade para andar, falar e engolir.

Com um sorriso no rosto e um novo penteado, Claudinha foi até a Rede Feminina com a pedagoga Isabel Cristina Ranieri e a psicopedagoga Danielle Gomes, ambas da Associação de Capacitação, Orientação e Desenvolvimento do Excepcional (Acorde), que atende pessoas com pessoas com deficiências físicas e intelectuais desde 1988. Atualmente, o local atende 64 alunos e conta com ajuda de doações e voluntários.

Admiração
Foi Isabel quem falou da Rede Feminina para Claudinha. Ela conta que ficou surpresa com o desejo da aluna. "Eu fiquei meio passada. Isso é muito gratificante pra nós, porque a gente não espera ouvir isso deles. Acho que qualquer outro ali não pensaria nisso, talvez jogasse fora", disse. "A pessoa que vai receber uma peruca dessa, você não sabe a condição financeira dela. Ninguém é tão pobre que não possa doar e ninguém é tão rico que não possa receber", completou.

Aa atitude de Claudinha, tocou Danielle, que irá levar o cabelo da sobrinha, que está guardado, até a rede. Ela acredita que a ação pode desencadear uma corrente de solidariedade. "A atitude dela é um exemplo para outros doarem seus cabelos, compartilharem com os amigos e familiares a importância da gente se colocar no lugar do outro", disse.

Desejo

Claudinha tinha o desejo de doar cabelo (Foto: Fabiana Assis/G1)

Durante a entrega na rede, Claudinha revelou que esse era um antigo desejo, despertado ao ver uma menina doando o cabelo em um programa de TV.

Em 2007, quando estava com o o cabelo abaixo da cintura, ela já tinha cortado acima do ombro e guardou a mecha sem saber para quem doar.

Somente ao cortar o cabelo novamente, é que ela contou para as professoras o seu desejo de ajudar.

“Eu queria fazer alguém que não tinha cabelo feliz ,de coração. Perguntei onde poderia doar e as professoras me falaram da rede. Na mesma semana revirei minha casa procurando o cabelo que tinha guardado”, contou Claudinha.

Sobre o novo visual, ela diz que gostou bastante e ganhou até uma touca da rede para colocar em cima das “marias chiquinhas”. “Agora eu gostei muito mais, eu posso lavar o cabelo sozinha”, disse.

Doações de cabelo

Perucas da Rede Feminina São-Carlense de Combate ao Câncer (Foto: Fabiana Assis/G1)

A Rede Feminina de Combate ao Câncer aceita doações de vários tamanhos de cabelo. O material pode ser levado na sede em São Carlos, que fica na Rua Dr. Serafim Viêira de Almeida, 335, no Jardim Paraíso. O atendimento ocorre de segunda a quinta-feira, das 13h às 17h.

A rede junta o material doado e envia para uma peruqueira em São Paulo, que confecciona perucas e envia de volta para a organização. As pacientes cadastradas podem retirar as perucas gratuitamente. Na última leva recebida, no início deste ano, a rede recebeu 53 perucas.

Profissionais da Acorde São Carlos estiveram junto na entrega do cabelo de Claudia (Foto: Fabiana Assis/G1)

Fonte: G1

Quando enriquecer não traz felicidade, mas solidão

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Síndrome da riqueza súbita é comum entre pessoas de sucesso

Depois de mais de três décadas trabalhando como aeromoça, Sandy Stein, hoje com 65 anos, finalmente tirou a sorte grande.

Tinha 53 anos quando inventou uma ferramenta que ajuda a "pescar" as chaves de dentro de uma bolsa, evitando a necessidade de vasculhar tudo ou até esvaziar a bolsa. Naquela época, ela comprou um carro à vista, contratou empregados e registrou vendas de US$ 4 milhões (cerca de R$ 13,5 milhões).

Um cenário de sonho sob vários aspectos. Mas, para a surpresa de Stein, o sucesso a fez sentir-se extremamente solitária. Ela se divorciou depois de seu marido, que sempre havia sido a principal fonte de sustento da casa, ressentir-se do sucesso. Amizades também foram abaladas.

"As pessoas ficam com ciúmes e dizem umas coisas bem feias", conta ela.

Enquanto muitas pessoas não desistiram de buscar riqueza financeira, aqueles que tiveram sucesso dizem que ela pode levar ao isolamento e que suas vidas parecem muito mais atraentes para quem vê de fora.

"Quando alguém enriquece rapidamente, o impacto é profundo em todas as partes de sua vida", diz Stephen Goldbart, um dos fundadores da Money, Meaning and Choices Institute, empresa que trabalha com clientes afluentes. "Pode ser uma experiência dolorosa para algumas pessoas".

É muito fácil começar a sofrer da chamada "síndrome da riqueza súbita" e se ver em uma crise de identidade ao mesmo tempo em que se lida com a solidão e a frustração resultantes, diz Goldbart.

Choque
Muitos de nós já sonhamos em ser ricos. Mas, se isso acontece, geralmente estamos despreparados para lidar com a mudança de comportamento das pessoas que nos cercam. Não é algo que alguém perca muito tempo planejando, então quando amigos começam a se distanciar (ou se aproximar) e a família a interferir em suas finanças ou se envolver mais em sua vida, isso é um choque.

"Tudo isso ocorre incrivelmente rápido, e é difícil", explica Goldbart, que frequentemente trabalha com empreendedores do Vale do Silício, o polo de tecnologia nos EUA de onde saem muitos milionários e bilionários do país.

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Riqueza repentina pode tornar difícil descobrir quem está genuinamente interessado em sua amizade

Por outro lado, o dinheiro também muda as pessoas que o recebem. Às vezes os novos ricos exibem comportamentos como gastos desenfreados ou mudanças de interesses prévios que podem criar atritos com amigos e colegas, explica Megan Ford, presidente da Financial Therapy Association, uma organização americana.

"Amigos podem não querer se adaptar a algumas das mudanças criadas pela riqueza súbita e vão se afastar, o que cria solidão", acrescenta ela.

Controlar as reações de amigos e parentes é normalmente o maior obstáculo. Eles tentam fortalecer os laços com alguém que agora veem como um vencedor, explica Goldbart.

E o que você faria se amigos e parentes começassem a tratar você de maneira diferente? Muitos de nós teríamos suspeitas. Onde estavam todos eles quando estávamos trabalhando horas a fio pelo sucesso de um novo negócio? É natural que você encolha seu círculo de confiança quando não está inteiramente certo de quem pode estar se aproximando apenas por que você ficou rico.

"O mundo dessas pessoas fica bem pequeno e elas buscam amizades de pessoas que são financeiramente como elas", completa Goldblat.

E tal sentimento não necessariamente se vai depois da consolidação do dinheiro e do sucesso. Reconhecer quem genuinamente quer ficar seu amigo fica cada vez mais difícil, e erros de julgamento normalmente têm o efeito esperado - mais isolamento.

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Mudança de vida também resulta em mudança de prioridades

Prioridades
Aqueles que experimentaram a riqueza repentina contam que o sentimento de solidão vem também da mudança de prioridades.

O suíço Stephan Gross, de 28 anos, conta que ele procurou por amigos com a mesma liberdade para viver a vida.

"Nem todo mundo pode simplesmente decidir ir passar as férias no México no dia seguinte. Isso acaba tornando complicado passar tempo com gente que não tem essa habilidade", explica Goss, fundador da Zeeto Media, uma empresa de tecnologia.

Goss pode não ter abandonado os amigos de infância que fez na Suíça ou os amigos de universidade nos EUA, mas tem passado mais tempo formando amizades com outros empreendedores.

Pode não ter sido o caso com Sandy Stein, mas a experiência da riqueza repentina parece ter um efeito menos desestabilizador em pessoas um pouco mais velhas e que passaram mais tempo no mercado de trabalho, principalmente porque espera-se que as pessoas adquiram mais riqueza naquela idade. Os relacionamentos de Stein não melhoraram, mas ela conta que aprendeu a construir outros.

Hoje ela trabalha com uma equipe de cinco pessoas e conta que construiu conexões mais profundas e confiáveis com elas. Ela também se voltou para amizades antigas dos tempos de comissária de bordo e tem sido generosa com elas. Uma das suas lembranças favoritas foi ter levado uma de suas melhores amigas em uma expedição para avistar ursos polares.

"Fiquei muito feliz que pude fazer isso", conta Stein.


Leia a versão original dessa reportagem (em inglês) no site BBC Capital.
Fonte: bbc.com

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Garoto adotado faz aniversário e pede alimentos para crianças órfãs


O que falar de uma criança que de presente de aniversário não pede absolutamente nenhum presente e nenhuma festa, mas alimentos para as crianças que vivem em um abrigo à espera para serem adotadas? Isso aconteceu em Balneário Camboriú, em Santa Catarina e quem compartilhou esta história com a gente foi Marta Brancher Palhano, a mãe orgulhosa de seus filhos, que desde pequenos mostram que vieram ao mundo para fazer o bem e espalhar amor.

Marta tem 2 filhos adotivos: o Pedro, de 5 anos e a Cecília, de 8. Quando ela sentou pra conversar com Pedro para saber o que ele gostaria de fazer em seu aniversário teve uma linda surpresa: “Levar comida para as crianças, que ainda moram em um abrigo”. O garoto disse que gostaria de levar comida, pois ele conhece a realidade de lá e sabe que muitas vezes falta comida. 

Marta e seu marido sempre conversaram muito com seus filhos, sobre a importância de fazer o bem ao próximo e de serem generosos com os mais necessitados e essa não é a primeira vez que as crianças tomam atitudes como esta. Cecília, há 2 anos, também ajudou uma instituição que treina cães guia, a Cães Guia Hellen Keller e a ONG Viva Bicho, que cuida de animais abandonados.


Marta diz que se orgulha muito das atitudes altruístas de seus dois filhos: “Achamos essa ideia linda vindo de uns serzinhos tão pequeninos, a percepção que eles têm de mundo, realmente nos supera. Agora vamos ajudar para que mais crianças possam receber comida, algo que para nós pode ser simples, para elas que são privadas de tantas coisas, ter a fome saciada, é o que pode fazer a diferença no dia desses pequenos”, disse ela em conversa com equipe do Razões. 

Pedro foi adotado quando tinha um ano e dez meses e Cecília, quando faltava uma semana para completar cinco anos. Talvez por já terem conhecido de perto a realidade dos abrigos, eles tenham esta percepção das necessidades das crianças, mas a educação que eles recebem em casa também faz toda a diferença, já que sua família sempre se preocupou em ajudar quem precisa.

Vejam só a carinha de felicidade do Pedro ao fazer este gesto incrível de caridade. Esta senhora que está ao lado dele é a coordenadora do Lar Bom Pastor, do qual Pedro fez a doação dos alimentos.

Mas Marta não deixaria o aniversário de seu filho passar em branco e a família acabou organizando uma pequena festinha para o garoto:


Com a campanha iniciada por Pedro, a família arrecadou muitas cestas básicas, engradados de leite e de achocolatado e diversas cestas de páscoa. Aos poucos foi-se criando uma verdadeira rede de solidariedade e empresas, como a Fort Atacadista, também fizeram questão de ajudar. 

Um garoto de apenas 5 anos foi responsável por criar uma extensa rede de solidariedade, da qual diversas pessoas e empresas estão se mobilizando para doar o que podem para quem precisa. Marta diz que tem recebido ligações de outras mães também: “Hoje recebemos a ligação de uma mãe que a filha fez a festa semana passada e também pediu a cesta inspirada no Pedro, e estavam levando lá no abrigo“. Outras mães também estão postando fotos de seus filhos fazendo o doações para este e outros abrigos.

Marta diz que ela e seu marido, antes de adotarem as crianças, chegaram a tentar duas fertilizações, mas elas não deram certo. Na época, a médica simplesmente não encontrou nenhum motivo para que isso acontecesse, mas a vida realmente vai moldando nossos caminhos, sem que a gente compreenda muito bem e hoje, ela diz que já sabe porque isso aconteceu: porque na verdade, seus filhos já tinham nascido, só estavam esperando para encontrá-la! “Me pergunto sempre, o que fizemos de tão especial para receber dois filhos tão anjos, cheios de luz”.

Fotos: Marta Brancher Palhano – Reprodução autorizada.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Descoberta no cemitério, Beatriz Rosa é a nova aposta da moda nacional

A modelo Beatriz Rosa - Divulgação

Mesmo sem participar dos desfiles da São Paulo Fashion Week (SPFW), a modelo paulista Beatriz Rosa virou o talk of the town da temporada. Explica-se: a moça, de 18 anos, foge completamente do script. Ao contrário das colegas, descobertas no shopping ou na porta do colégio, ela foi "encontrada" num cemitério de sua cidade natal, Jacareí, ajudando os pais na manutenção dos túmulos.

Close na beleza de Beatriz Rosa - Divulgação

É uma história, no mínimo, curiosa. Quem viu potencial na new face foi uma senhora que passava por lá e a indicou para sua irmã, que é fotógrafa.

— O trabalho no cemitério é como qualquer outro. Trabalho para ajudar meus pais e também comprar minhas coisas. Nunca tive medo. Desde pequena, eles me ensinaram que este é o ciclo de vida, por isso aprendi a respeitar muito as pessoas sepultadas ali. Sempre enxerguei como algo normal — observa a modelo.


Com 1,62m (baixa para os padrões de passarela), a platinada Beatriz fechou contrato com a agência Ford e já tem vários clientes de olho. Quem levou Beatriz até a agência foi o programa de televisão "Mais você", que ajudou a moça a realizar seu sonho.

— Ainda não caiu a ficha. Às vezes, paro e penso: "será que isto tá acontecendo mesmo?". Era meu desejo, mas não achava que fosse conseguir, por morar no interior, não ter condições de pagar um book. Espero concretizar meus sonhos: fazer faculdade e ajudar minha família, que é a minha base.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Mais inspiração para você...a humanidade está salva!

Morador de rua gasta todo seu dinheiro para ajudar mulher


Existem multimilionários pelo mundo doando milhões para causas muito nobres. Saber que a solidariedade ainda existe é realmente lindo. (Por favor, continuem doando). Mas existem alguns exemplos que emocionam, especialmente, quando aquele que doa não possui nem mesmo um lugar para morar. E quando esta bondade é recompensada, tudo fica ainda mais perfeito.

Kate McClure estava dirigindo em uma estrada um tanto quanto remota, quando seu carro indicou a falta de combustível. Acreditando que conseguiria chegar ao próximo posto, ela continuou. Mas seus cálculos se mostraram errados e o carro parou no meio da estrada.

Ao avistar o carro, o morador de rua, Johnny Bobbit Jr., resolveu se aproximar para alertá-la que aquela área era muito perigosa. Quando resolveu sair do carro e caminhar até o próximo posto, Johnny pediu que ela entrasse no carro e aguardasse por seu retorno.

Não demorou muito, Johnny retornou com um galão de gasolina para ajudar Kate. Embora ele não tivesse pedido que Kate pagasse, ela não tinha ali os 20 dólares utilizados pelo morador de rua para pagar pela gasolina. (E era todo o dinheiro que ele tinha).


Algumas semanas depois, Kate conseguiu reencontrá-lo e, além dos 20 dólares, trouxe casacos, luvas, chapéus, etc. e doou tudo para Johnny. Mas ela ainda não estava satisfeita. Ela queria fazer um pouco mais por seu “salvador”…

Foi quando Kate resolveu contar a história e iniciar uma campanha para arrecadar fundos para ajudar seu novo amigo. A ideia inicial era arrecadar 10 mil dólares para alugar um apartamento e dar condições para Johnny reestruturar a própria vida. Mas a história surpreendeu pela repercussão e o valor arrecadado superou a casa dos 200 mil!

Johnny afirmou que não sabe o que fará com todo esse dinheiro, mas acredita ser justo utilizá-lo para ajudar aqueles que o ajudaram durantes os duros dias da vida nas ruas.

PS. As doações fecharam em mais de 400 mil dólares!

terça-feira, 24 de abril de 2018

É inspiração que você quer...então toma!

Aos 87 anos, Dona Luísa Concluiu Sua Faculdade Com Um TCC Feito à Mão


Talvez seja por vergonha ou pelo medo de fracassar que uma boa parte das pessoas que estão na segunda metade da vida utiliza a frase “meu tempo já passou” para justificar sua inação.

Afortunadamente, existem exemplos que provam que nunca é tarde para aprender. O ser humano sempre pode superar a si mesmo e enfrentar seus medos.

Imagine uma senhora que já havia ultrapassado a casa dos oitenta anos. A irmã e o marido já haviam falecido e ela, com todos os motivos para, segundo a própria, “ficar em casa dormindo” resolveu sair para ocupar sua cabeça.

Filha de imigrantes italianos, Luísa Valencic Ficara veio para a América do Sul ainda no período da segunda grande guerra. E aos oitenta e tantos anos resolveu travar uma batalha contra ela mesma: , se formou em nutrição na faculdade Jundiaí.


Quando ela entrou na sala de aula pela primeira vez, não pôde deixar de notar as expressões de surpresa nas faces de colegas e mestras. Entretanto, a surpresa maior foi quando ela, após ter completado seus 87 anos, recebeu o tão sonhado diploma.

A caminhada de dona Luísa nem um pouco fácil, mas ela não desistiu. Teve que refazer algumas disciplinas, o que acabou estendendo o período do seu curso para seis longos anos. Além disso, por conta de sua dificuldade com o mundo dos computadores, seu TCC foi totalmente escrito à mão.

No fim, com a ajuda de todas as pessoas que contribuíram para a vitória alcançada, dona Luísa pôde, enfim, comemorar sua vitória. E todos aqueles que presenciaram a senhora de cabelos grisalhos levantando seu “canudo” puderam ovacionar este exemplo de perseverança.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Eminem comemora 10 anos longe das drogas e do álcool

O rapper Eminem com a medalha celebrando seus 10 anos sóbrio (Foto: Instagram)

O rapper Eminem utilizou sua conta no Instagram para celebrar seu aniversário de 10 anos longe das drogas e de bebidas alcoólicas. O músico de 45 anos compartilhou uma foto na qual aparece segurando uma medalha recebida por ele dada pelo grupo de apoio do qual ele faz parte para impedir a retomada de seus vícios. “Eu celebrei meus 10 anos ontem”, escreveu o artista na legenda da imagem. Na medalha, ao redor do ‘X’ (10 em algarismo romano), constam as palavras ‘unidade’, ‘serviço’ e ‘recuperação’.

O rapper Eminem (Foto: Reprodução)

Ao longo dos últimos anos Eminem já falou mais de uma vez sobre seus vícios. Em 2011, em entrevista ao jornal New York Times, ele relatou uma overdose pela qual passou em 2007 que quase resultou em sua morte. “Eu consumia pílulas em todos os lugares, eu tomava qualquer coisa que qualquer pessoa me desse”, afirmou o músico na entrevista.

O rapper já creditou sua sobriedade também às suas três filhas e disse que substituiu seus vícios por exercícios físicos. “Quando saí da reabilitação, eu precisava perder peso, mas também tinha arrumar alguma forma de me manter sóbrio. Então comecei a correr, o que também me ajudou a dormir melhor, então foi perfeito”, disse.

O rapper Eminem em foto do início de sua carreira (Foto: Getty Images)

Fonte: Revista Monet

domingo, 22 de abril de 2018

A inspiradora história de quem não se rende às dificuldades, NUNCA!

Com ferida e bala alojada, estudante de medicina do PI assiste a aulas de maca

Adriano Vizoni/Folhapress 

Teresina
Uma ambulância adentra discreta o campus da Universidade Federal do Piauí, em Teresina. Não irá socorrer ninguém em apuros, para o alívio da tensão que se cria no ar, mas, sim, deixar um estudante de medicina em sala de aula.

Além do veículo especial para conseguir chegar ao centro de formação médica, o jovem Leandro Silva de Sousa, 21, desloca-se em uma maca por laboratórios e auditórios, além de assistir a aulas, por até oito horas, deitado de bruços.

Desde março deste ano, o estudante do segundo período do curso mais concorrido da UFPI enfrenta a pobreza, olhares curiosos, dores posturais e a falta quase completa de acessibilidade na estrutura da universidade para seguir o propósito de ser médico.

“Tenho que lutar todos os dias contra a adversidade, colocar fé e perseverança na cabeça para seguir em frente e nunca deixar de pensar que tudo é possível, que as coisas irão melhorar”, diz.

Leandro ficou paraplégico após levar cinco tiros ao tentar apartar uma briga entre amigos há quatro anos. Um tiro no fígado, um no pulmão, um na barriga, um de raspão na perna e outro na coluna.

Ainda está alojada a bala que provocou a lesão medular, atingindo sua vértebra T11, o que o fez perder os movimentos e parte da sensibilidade tátil da cintura para baixo.

O homem que o baleou à queima-roupa está solto à espera do julgamento —esse alegou que não queria nenhuma intervenção na briga.


Leandro já foi avisado de que é necessária uma cirurgia para a retirada do projétil, pois, da maneira como está, há risco de os desdobramentos da lesão medular se ampliarem. Ele resiste, pois não quer parar o curso agora, não quer deixar a turma, não quer atrasar os estudos. Leandro tem pressa.

“Decidi ser médico vendo o sofrimento das pessoas no hospital, enquanto eu mesmo fiquei internado e passava por dores horríveis emocionais e físicas. Quero fazer algo para melhorar a saúde no Brasil, para diminuir a falta de acesso a cuidados de qualidade.”

Na adolescência, quase virou jogador de futebol. Conseguiu passar em peneiras, aos 14 anos, para jogar na Ponte Preta, no Mogi Mirim e no São Caetano. A família não permitiu que ele se mudasse para São Paulo.

Para realizar o desejo de ser médico, Leandro escreveu uma carta na qual relatava sua situação e pedia uma bolsa ao dono do mais conceituado cursinho preparatório do Piauí. Conseguiu e pôde, inclusive, fazer treinamentos extras como o de redação.

Só desfrutou da bolsa por três meses, pois, por ficar até nove horas sentado numa mesma posição, estudando, abriu-se uma úlcera de pressão no glúteo, ferida que pode comprometer profundamente a parte afetada se não for bem tratada.

Sem acesso à reabilitação adequada e à orientação médica especializada, o estudante se expunha sem ter total noção dos riscos que corria.

Foi proibido pelos médicos de continuar se sentando na cadeira de rodas. Deveria, a partir dali até a cicatrização total da ferida, permanecer deitado, de bruços, para todas as suas atividades.

“Comecei, então, a estudar em casa mesmo. Eu já sabia que tinha de ter método, rotina e tive ajuda e incentivo de uma grande amiga que também queria fazer medicina, mas, infelizmente, ainda não conseguiu passar. Nunca fui estudioso, mas estava determinado a conseguir.”

Três anos de tentativas depois, Leandro foi aprovado em direito, ciência da computação e medicina.

“Minha primeira nota na redação do Enem foi 200, saltei para 600 e, no último, consegui 860. Com preparo a gente consegue chegar lá.”

No primeiro semestre de aulas, em meados de 2017, com a carga horária extensa do curso, de até dez horas de estudo por dia, uma ferida surgiu de novo no glúteo de Leandro.

“Fiquei desesperado, porque ia perder uma grande oportunidade. Foi quando me deram a ideia de vir para a universidade de maca.”

ESTUDANTE MORA EM QUITINETE DE 30 M² E TEM AJUDA DE COLEGAS
O estudante mora em uma quitinete com cerca de 30 m² nas proximidades da UFPI, com a mãe e a cuidadora, Francisca Leite Silva, 44. Mudou-se da casa emprestada em que morava antes para tentar facilitar os deslocamentos.

A residência tem uma geladeira amassada, uma cama de casal, um fogão velho, um colchão inflável, uma televisão e quinquilharias. O ar-condicionado passa longe de ser luxo, pois em Teresina temperaturas acima de 30ºC são rotina.

Leandro toma banho deitado na sala, pois não caberia com maca, ou mesmo cadeira de rodas, no microbanheiro. “Alaga tudo, mas a mãe seca de boa vontade.” O pai, Genildo William de Sousa, 40, é caminhoneiro e sustenta a família com R$ 1.400. Como não cabe no cubículo, fica na casa da filha mais velha e aparece quando não está na estrada.

A família paga R$ 450 de aluguel e gasta mais R$ 1.600 mensais com a ambulância que desloca Leandro até o campus. A conta não fecha.

“O apoio da minha turma de faculdade foi fundamental. Eles fizeram uma campanha para me auxiliar com as despesas e comprar uma cadeira de rodas especial, que fica em pé, que poderá me ajudar.”

A vaquinha, que mobilizou centenas de pessoas, juntou R$ 28 mil, que não devem durar muito tempo. Leandro ainda precisa fazer uma cirurgia para fechar a ferida aberta nas nádegas, o que não tem conseguido realizar pelo SUS.

Caso consiga o procedimento, ele deve ainda ir às aulas na maca por três ou quatro meses. Criou-se até uma maneira para que analise lâminas no microscópio deitado.

“Para não abrir novamente, pretendo, mesmo depois de a ferida estar cicatrizada, assistir às aulas teóricas deitado. Preciso me preservar. Também preciso fazer uma reabilitação boa, não sei nem mexer na cadeira de rodas, fazer o básico com essa minha nova condição de vida.”

Djalma Barros de Brito Filho, 20, é um dos fiéis escudeiros de Leandro em classe. Ele considera a presença do colega em sala, na maca, algo “encantador”, que criou afeto na turma. “Ele gera uma empatia natural nas pessoas. A forma como encara as coisas, de maneira tão positiva, é um aprendizado para nós.”

Não houve nenhuma recusa por parte dos professores em receber o jovem na maca. Alguns se dispuseram, inclusive, a repor aulas por via eletrônica caso ele precise se ausentar da universidade.

A UFPI pretende investir R$ 4,9 milhões em uma obra que amplie as condições gerais de acessibilidade do campus, que já começou. Demandas específicas do aluno, como acessibilidade em banheiros e laboratórios, estão sendo discutidas e devem ser implantadas aos poucos.

“O curso não será mais fácil para o Leandro, mas ele terá o apoio da instituição para todo o necessário para se formar. É nossa função tornar viável a estada dele aqui”, declara Maraisa Lopes, coordenadora-geral de graduação da UFPI.

A universidade pretende assumir o transporte de Leandro e oferecer a ele uma bolsa de assistência de R$ 400. 

“Sou motivado a ser uma pessoa feliz. Estou aprendendo a lidar com a minha nova condição. Isso agora é minha história, jamais vou ignorar isso e vou me preparar para ajudar pessoas na mesma condição que a minha.”

Por: Jairo Marques, Folhapress

sábado, 21 de abril de 2018

Ip Man


O mundo não é justo, mas os padrões morais se aplicam a todos nós.
O governante nem sempre é uma pessoa superior, e o povo nem sempre é inferior.
O mundo não é dos ricos, nem dos poderosos, mas dos que tem coração puro.
Você pensou nas crianças?
O que nós fazemos é exemplo para elas.
Precisamos ser bons modelos para elas.
Tudo que fazemos não é para hoje, é para o futuro!


Ip Man (O filme)

sábado, 14 de abril de 2018

Alegria de confortar


Disponha-se a visitar alguém que está enfermo.

Os enfermos, quer pela debilidade física em que se encontram, quer pela natural depressão psíquica que os assalta e que a fraqueza física produz, costumam sentir-se sós. Sobretudo ao cair da tarde, entre ser dia e noite, é comum tombar sobre o doente um abatimento profundo, uma melancolia de fazer dó.

É nessa hora, principalmente, que uma palavra amiga, fraterna, chega como eficiente e poderoso bálsamo para o espírito daquela pessoa que sofre e merece o conforto da sua visita.

J. S. Nobre


quarta-feira, 11 de abril de 2018

O Brasil que eu quero- 1




Bebê de 2 anos grita “papai” após fim do processo de adoção


Mandi Palmer é uma norte-americana de 33 anos que compartilhou sua história no site Love What Matters e nós ficamos tão encantados que gostaríamos de compartilhar com vocês também. Esta é uma história de superação que nos mostra que família é muito mais do que os laços sanguíneos e que a força do amor pode superar qualquer coisa, ainda mais se tratando de um processo de adoção tão lindo.

Ela é casada com um soldado do exército americano, que depois de fazer sua primeira missão no Afeganistão passou a sofrer da Síndrome do Estresse Pós Traumático. Mandi possui a doença de Crohn, que é uma doença inflamatória séria do trato gastrointestinal. Por causa desta doença ela já teve que realizar inúmeras cirurgias e tirar boa parte de seu intestino.

Depois deles terem tentado engravidar, viram que isso não seria possível devido à doença de Mandi, então entraram no processo de adoção. Este foi o primeiro natal que eles passaram com o pequeno Hunter e neste depoimento emocionante, ela conta como a vida do casal foi transformada depois da adoção. Leia na íntegra aqui embaixo:

“Em 2010, meu marido, Tyler, assinou contrato com a 101ª Divisão do Exército dos Estados Unidos. Vinte dias após o treinamento básico, ele foi enviado em sua primeira missão no Afeganistão. Sua unidade iria estabelecer registros e receber muitos prêmios, incluindo a citação da unidade presidencial do presidente. Ele teve a sorte de voltar para casa após o desdobramento, pois vários de seus irmãos não o fizeram. Ele ficou em casa por dois anos antes de voltar ao Afeganistão em 2013-2014. Chegando em casa da sua segunda missão, ele logo percebeu que não havia deixado a guerra completamente e sabia que precisava de ajuda. Ele optou por não se alistar quando chegou a hora, mas decidiu procurar tratamento no centro médico da VA em Ohio. Ele foi diagnosticado com TEPT (Síndrome do Estresse Pós Traumático) grave em 2015. Ele está atualmente envolvido com o VA e faz terapias semanais, mas ainda luta diariamente com sua vida de guerra.


Eu tenho lutado contra a doença de Crohn há 17 anos. Eu fui diagnosticada quando tinha 15 anos. Desde então, passei por várias cirurgias para reparar os bloqueios de Crohn. Durante a cirurgia, o nervo foi cortado, o que paralisou meu estômago. Eu tive que tirar o meu estômago e depois reconstruí-lo. Durante o internato de Cleveland, eu perdi uma grande porção de meus intestinos e tenho um estômago do tamanho de uma amêndoa. Ainda me submeti a um tratamento na Cleveland Clinic e preciso de infusões mensais, além de cirurgias para o meu médico em remissão.Devido a tudo isso, eu tenho dificuldade em absorver quaisquer nutrientes e, por causa disso, luto contra a desnutrição.


Tyler e eu nos encontramos logo antes de sua segunda missão no Afeganistão. Sabíamos que seria difícil, mas também sabíamos que fortaleceria nosso relacionamento de maneiras que a maioria das pessoas nunca entenderia. Ele foi enviado por nove meses, e um mês depois que ele chegou em casa, ele propôs e nos casamos algumas semanas depois.Quando ele saiu do exército, nos mudamos para Perrysburg, Ohio, e decidimos que era hora de começar uma família. Nós dois sabíamos que queríamos muito a nossa própria família, mas não sabíamos o que Deus havia planejado para nós.


Nós tentamos engravidar durante anos, mas logo percebemos que isso não aconteceria, nem seria seguro para o meu corpo sustentar o milagre da gravidez devido à minha doença. Ficamos de coração partido e rapidamente nos encontramos buscando outras formas de cultivar nossa família e nos tornar pais. Por causa das batalhas de saúde que recebemos, não éramos o tipo de pessoa que apenas “jogava a toalha” e deixaria nosso sonho de nos tornarmos pais de lado.


Nós sabíamos que queríamos buscar a adoção de alguma forma e foi então que continuamos indo aos condados locais pedir ajuda em um orfanato. Dia após dia, continuamos ouvindo os comerciais pedindo que as pessoas fizessem o treinamento e se tornassem pais adotivos licenciados, já que precisavam de pais adotivos. Nós estávamos com medo, mas sabíamos que Deus estava puxando nossas cordas do coração e nos dizendo que isso é o que precisávamos fazer.Foram necessários apenas alguns meses de treinamento rigoroso, montanhas de papelada e alguns estudos domiciliares / inspeções de incêndio para se tornar licenciado como pais adotivos. Na mesma semana em que fomos licenciados, também recebemos nosso primeiro telefonema para pegar nosso menino, Hunter. Foi um turbilhão de emoções! Nós rapidamente corremos para a Target e compramos as necessidades (assento de carro, roupas, cobertores de bebê, fraldas, comida, etc.) que precisávamos para levar nosso bebê para casa.


Chegamos aos serviços infantis e lá estava Hunter, todo enrolado em um cobertor, e ele estava sendo mantido por nosso assistente social. Ele tinha 8 dias e absolutamente perfeito. Nós nos apaixonamos por ele instantaneamente.


Ficou óbvio que Hunter era mais do que nosso primeiro bebê. Ele foi nosso “remédio” e nossas duas razões para lutar nas batalhas de saúde que nos foram dadas. Ele realmente se tornou o nosso “porquê” na vida. Nos 16 meses seguintes, passamos pelo louco passeio de montanha-russa de adoção e descobrimos que deveríamos realmente adotá-lo. Nossas orações finalmente foram respondidas! Todos trabalharam muito para que a papelada fosse finalizada, para que o Natal de 2017 fosse o melhor de todos. E Deus, certamente foi o melhor de sempre! 18 de dezembro de 2017, foi o dia em que Hunter se tornou oficialmente Palmer.


Depois que o juiz leu o decreto de adoção e apresentou seu novo sobrenome legal, ele olhou para o meu marido e disse: “Papai!” E depois bateu palmas.


Nós aprendemos que há um arco-íris no final de cada tempestade e estamos muito agradecidos por termos mantido a luta. Ele é o nosso mundo e nossa razão para continuar lutando nessas batalhas. Meu marido disse que não há melhor medicação para ajudar seu stress pós-traumático do que ter o sobrenome do filho.


Nossos corações estão mudados para sempre porque agora conhecemos um amor verdadeiro e genuíno. Sabemos que ele estará sempre seguro conosco e, o mais importante, sempre saberá o que é o amor.


Nós aprendemos que a família não é sobre o DNA. É sobre amor!”


Com informações de Love What Matters


Garoto adotado faz aniversário e pede alimentos para crianças órfãs


O que falar de uma criança que de presente de aniversário não pede absolutamente nenhum presente e nenhuma festa, mas alimentos para as crianças que vivem em um abrigo à espera para serem adotadas? Isso aconteceu em Balneário Camboriú, em Santa Catarina e quem compartilhou esta história com a gente foi Marta Brancher Palhano, a mãe orgulhosa de seus filhos, que desde pequenos mostram que vieram ao mundo para fazer o bem e espalhar amor.

Marta tem 2 filhos adotivos: o Pedro, de 5 anos e a Cecília, de 8. Quando ela sentou pra conversar com Pedro para saber o que ele gostaria de fazer em seu aniversário teve uma linda surpresa: “Levar comida para as crianças, que ainda moram em um abrigo”. O garoto disse que gostaria de levar comida, pois ele conhece a realidade de lá e sabe que muitas vezes falta comida. 

Marta e seu marido sempre conversaram muito com seus filhos, sobre a importância de fazer o bem ao próximo e de serem generosos com os mais necessitados e essa não é a primeira vez que as crianças tomam atitudes como esta. Cecília, há 2 anos, também ajudou uma instituição que treina cães guia, a Cães Guia Hellen Keller e a ONG Viva Bicho, que cuida de animais abandonados.


Marta diz que se orgulha muito das atitudes altruístas de seus dois filhos: “Achamos essa ideia linda vindo de uns serzinhos tão pequeninos, a percepção que eles têm de mundo, realmente nos supera. Agora vamos ajudar para que mais crianças possam receber comida, algo que para nós pode ser simples, para elas que são privadas de tantas coisas, ter a fome saciada, é o que pode fazer a diferença no dia desses pequenos”, disse ela em conversa com equipe do Razões. 

Pedro foi adotado quando tinha um ano e dez meses e Cecília, quando faltava uma semana para completar cinco anos. Talvez por já terem conhecido de perto a realidade dos abrigos, eles tenham esta percepção das necessidades das crianças, mas a educação que eles recebem em casa também faz toda a diferença, já que sua família sempre se preocupou em ajudar quem precisa.

Vejam só a carinha de felicidade do Pedro ao fazer este gesto incrível de caridade. Esta senhora que está ao lado dele é a coordenadora do Lar Bom Pastor, do qual Pedro fez a doação dos alimentos.

Mas Marta não deixaria o aniversário de seu filho passar em branco e a família acabou organizando uma pequena festinha para o garoto:


Com a campanha iniciada por Pedro, a família arrecadou muitas cestas básicas, engradados de leite e de achocolatado e diversas cestas de páscoa. Aos poucos foi-se criando uma verdadeira rede de solidariedade e empresas, como a Fort Atacadista, também fizeram questão de ajudar. 

Um garoto de apenas 5 anos foi responsável por criar uma extensa rede de solidariedade, da qual diversas pessoas e empresas estão se mobilizando para doar o que podem para quem precisa. Marta diz que tem recebido ligações de outras mães também: “Hoje recebemos a ligação de uma mãe que a filha fez a festa semana passada e também pediu a cesta inspirada no Pedro, e estavam levando lá no abrigo“. Outras mães também estão postando fotos de seus filhos fazendo o doações para este e outros abrigos.

Marta diz que ela e seu marido, antes de adotarem as crianças, chegaram a tentar duas fertilizações, mas elas não deram certo. Na época, a médica simplesmente não encontrou nenhum motivo para que isso acontecesse, mas a vida realmente vai moldando nossos caminhos, sem que a gente compreenda muito bem e hoje, ela diz que já sabe porque isso aconteceu: porque na verdade, seus filhos já tinham nascido, só estavam esperando para encontrá-la! “Me pergunto sempre, o que fizemos de tão especial para receber dois filhos tão anjos, cheios de luz”.

Fotos: Marta Brancher Palhano – Reprodução autorizada.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Dom da palavra


Tome cuidado com o que você diz.

A palavra é dom de Deus para a expressão do Bem, da Verdade e da Justiça.

Use-a com a propriedade que el exige de você.

"No começo era o Verbo e o Verbo era Deus." (Jo 1,1).

Quando você fala mal de alguém, a sua consciência lhe cobra. Você não consegue ter tranquilidade quando volta à sua casa, levando o peso da responsabilidade sobre as consequências do mal que poderá causar aquilo que falou, em certa roda, de alguma pessoa.

Discipline a sua língua e não se arrependerá.

J. S Nobre





domingo, 8 de abril de 2018

Benefícios da meditação diária podem se estender por até 7 anos

Meditar com frequência melhora a capacidade de atenção do cérebro por até sete anos, mostrou um estudo publicado no Journal of Cognitive Enhancement. A prática também traria outros benefícios a longo prazo, além de diminuir as perdas cognitivas que acontecem conforme envelhecemos.

Thinkstock/Getty Images

“Esse estudo é o primeiro a oferecer evidências de que a prática intensiva e contínua de meditação está associada a melhorias duradouras na atenção sustentada e inibição de resposta, com o potencial de alterar trajetórias longitudinais de mudanças cognitivas na vida de uma pessoa”, aponta o relatório.

Para conseguir medir tais melhorias, os pesquisadores reuniram 60 pessoas e as classificaram de acordo com a idade, gênero e tempo de experiência com meditação em dois grupos. O primeiro grupo foi enviado para um retiro de meditação por três meses. O segundo foi monitorado nesses três meses iniciais e, em seguida, enviado para o mesmo retiro onde os participantes recebiam treinamento de um mestre budista durante seis horas por dia, passando por sessões de meditação em grupo e individual.

Os cientistas, então, acompanharam os participantes em três momentos: seis meses, 18 meses e sete anos após o retiro. No último encontro, foi pedido aos participantes que estimassem a quantidade de tempo que dedicaram à meditação semanal e anualmente ao longo dos sete anos, como foi essa prática e se eles chegaram a participar de outro retiro (por quantos dias e quantas vezes). Entre os resultados iniciais, viram que 85% deles compareceram a pelo menos um retiro de meditação após o inicial.

Além do questionário, os participantes foram submetidos a uma série de estímulos e atividades durante 32 minutos para determinar a capacidade de atenção deles em cada etapa do monitoramento. Os pesquisadores observaram que, logo após o retiro de três meses, no início da pesquisa, as capacidades cognitivas de todos os participantes haviam melhorado.

Sete anos depois, os benefícios se mantiveram parcialmente entre os participantes que praticavam meditação durante pelo menos uma hora por dia e frequentaram outros retiros.

Em comparação, nos outros participantes, com rotinas menos intensas de prática de meditação, para os quais se esperava uma perda nos benefícios obtidos, foi observado surpreendentemente que as melhoras cognitivas também se mantiveram, ainda que parcialmente, e o declínio da capacidade de atenção, típica do envelhecimento, se mostrou menor do que o normal.

Contratempos e conclusões 
O estudo admite que o estilo de vida e a personalidade dos participantes, bem como a honestidade deles nas respostas do questionário pode ter interferido de forma pequena na pesquisa.

Estas alterações, entretanto, não seriam significativas, pois os resultados dos testes de estímulo, que não podiam ser burlados, mostraram que os efeitos da meditação se estabilizaram entre todos os participantes e foram bastante similares, mesmo com as variações na intensidade de treinamento. 

Para os pesquisadores, isso pode levar a novas reflexões sobre o quanto a meditação pode, de fato, interferir no funcionamento do cérebro. Para conferir o estudo completo clique aqui .

sexta-feira, 6 de abril de 2018

10 TIPOS DE PESSOAS QUE É MELHOR EXCLUIR DA SUA VIDA

Não há como negar que as pessoas que fazem parte da sua vida acabam influenciando as suas percepções e impressões de mundo. Já reparou que aquele seu amigo alto astral parece que tem o poder de deixar você para cima também? E aquele cara que vive falando mal dos colegas de trabalho? Ele é ou não é um chato de carteirinha que parece consumir a energia dos lugares aonde chega?

É relativamente fácil entender que as pessoas realmente influenciam nosso estado de humor – em alguns casos, inclusive, elas nos fazem mal mesmo! O Inc publicou uma relação de perfis de pessoas de devemos evitar a todo custo – confira a seguir e fique mais atento a quem você deixa fazer parte da sua vida:

1 – A pessoa que adora uma fofoca

O fofoqueiro de carteirinha é o tipo de gente que se diverte com os problemas das outras pessoas. Não interessa se ele faz fofoca apenas de seus desafetos, o que importa aqui é saber que aquela pessoa gosta de avaliar, julgar e falar mal da vida alheia – que triste para ela, não é? A dica nesse caso é se manter afastado desse tipo de gente, até mesmo porque não há garantias de que ela não faça fofocas a seu respeito também.

Quando alguém não para de falar da vida alheia e se diverte com o sofrimento das outras pessoas é porque esse alguém deve ter uma vida bem vazia e sem graça.


2 – A pessoa temperamental

Todos nós temos emoções diferentes ao longo do dia, mas algumas pessoas não conseguem lidar com o que sentem e, por causa disso, atacam outras pessoas sem o mínimo autocontrole. Estar na companhia desse tipo de gente é sempre desagradável, e ninguém gosta de viver com medo desses rompantes de fúria, que podem acontecer a qualquer momento.


3 – A vítima

Esse tipo de pessoa é mais difícil de identificar. No começo, você sente empatia ao ouvir os problemas dela – quem é que não tem problemas? Acontece que, com o passar do tempo, você vê que essa pessoa reclama de tudo. Todo santo dia.

Além do mais, ela não parece ver os próprios problemas como uma oportunidade de aprendizado nem ouve conselhos de quem se esforça para ajudá-la a melhorar. Se alguém reclama e não busca fazer nada para mudar a situação, adivinha só: esse alguém vai continuar reclamando por muito tempo, e seu ouvido não é penico.


4 – A pessoa autoabsorvida

É aquela que se distancia de todo mundo, mesmo quando está ao lado de alguém. Você pode identificar uma pessoa assim quando está ao lado dela e mesmo assim se sente sozinho, o que acontece porque ela simplesmente não cria qualquer conexão verdadeira com outros indivíduos. Nem com você.


5 – A invejosa

É aquela criatura que está sempre se comparando com outras pessoas e, claro, querendo ter o que os outros têm. Aquela história de “a grama do vizinho é sempre mais verde” cabe perfeitamente na filosofia de vida dos invejosos. A verdade é que SEMPRE existe alguém melhor e alguém pior do que você, em vários aspectos. Perder tempo invejando as conquistas alheias é coisa de gente ambiciosa e competitiva demais – e é sempre bom manter a distância.


6 – O manipulador

Aquele cidadão que dá um jeitinho de conseguir sempre tudo o que quer, que enche alguém de elogios antes de pedir um favor, que faz chantagem emocional, que joga uma pessoa contra a outra e que sempre, sempre consegue o que quer. Sabe aquele cidadão? Fique longe dele.

Manipuladores sugam o tempo e a energia das outras pessoas, fingem amizade e confiança, mas no fundo estão apenas preocupados com o próprio bem-estar. Eles sempre se aproximam de alguém pensando em algum benefício próprio e raramente são generosos ou se doam de verdade.


7 – Os dementadores

Quando JK Rowling criou os dementadores, ela pensou naquelas pessoas que, quando entram em uma sala, roubam a energia do local, ou seja: pessoas altamente negativas. São aqueles pessimistas de carteirinha, que nunca dizem nada positivo, que estão de cara fechada, que só pensam no lado ruim das coisas, que vivem falando sentenças negativas e que vivem preocupadas com tudo.


8 – O sádico

Por mais bizarro que pareça, algumas pessoas são maldosas a ponto de se sentirem satisfeitas quando sabem que alguém se deu mal. Desfrutar da dor e da miséria das outras pessoas é, certamente, uma forma cruel de levar a vida, e com certeza você não precisa de gente assim por perto. Ao reconhecer que alguém se diverte com o sofrimento de quem quer que seja, o melhor que você tem a fazer é se afastar dessa pessoa.


9 – O juiz

Pessoas têm sempre o direito de concordar ou não com alguma coisa e, quando discordam, devem fazer isso de forma sensata e educada. Aquela criatura que sai ditando regras e julgando a vida alheia, como se estivesse sempre com a razão, é geralmente incapaz de conviver com o que é diferente dela e, bem, esse tipo de gente é das mais fáceis de dispensar.


10 – A arrogante

Não desperdice seu tempo com gente arrogante. Para esse tipo de pessoa, tudo o que você faz é um desafio pessoal, e, psicologicamente falando, a arrogância nada mais é do que uma falsa confiança. Qualquer coisa falsa uma hora ou outra é descoberta, e por trás do arrogante há sempre alguém com baixa autoestima e muita insegurança.


Fonte: Megacurioso