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Com dois a mais, Princesa desperdiça chances e perde para a Chapecoense

Princesa se despediu da Copa do Brasil, pelo segundo ano consecutivo, contra um time de SC.Foto: Divulgação/Princesa dos Solimões

Derrotado por 2 a 0 para a Chapecoense-SC, o time do Princesa do Solimões se despediu precocemente da Copa do Brasil, nesta quinta-feira à noite (14), na Arena Condá, em Chapecó (SC), pelo jogo de volta da primeira fase. Pelo segundo ano consecutivo, o Tubarão foi eliminado da competição por um clube de Santa Catarina. Em 2015, o Figueirense-SC foi o carrasco do time de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus) na Copa.

Curiosamente, o Princesa teve duas atuações completamente distintas em cada tempo da partida e até poderia ter marcado os dois gols de diferença necessários para garantir a classificação direta. Após um primeiro tempo equilibrado, em que a escalação do ágil atacante Júnior Lacraia, maior destaque do confronto em Chapecó, deixou o Tubarão bem mais ofensivo, a etapa complementar foi um desastre completo, com direito a pênalti perdido por Michel Parintins e gol final marcado pelo rival nos acréscimos.

Tubarão pressiona
Para evitar qualquer reversão na vantagem técnica, o time B da Chapecoense começou a partida na Arena Condá tentando logo armar uma finalização. O Princesa resistiu às primeiras investidas do adversário e evitou o avanço até a pequena área e reagiu com contra-ataques. Mas aos quatro minutos, a Chape ameaçou com o meia Silvinho num cruzamento, pela esquerda, mas na hora que segurou a bola o goleiro do Tubarão, Rascifran, se chocou com o atacante Kempes.

Na sequência do jogo, a equipe amazonense conseguiu pressionar no campo de defesa do Chapecoense. Aos seis minutos, o atacante Júnior Lacraia avançou rápido, pela direita, e cruzou para a grande área tentando alcançar Edinho Canutama só que a zaga do rival afastou o perigo de gol. Em dois lances de cobranças de escanteios, o Princesa ainda arriscou nas bolas aéreas.

Com a agilidade de Lacraia, o Tubarão encontrou a estratégia para abrir o placar com os lances de finalizações construídos na lateral direita. E aos 14 minutos, Júnior Lacraia mais uma vez fez um cruzamento direcionado e o time de Manacapuru não conseguiu receber a bola graças ao corte, de cabeça, do lateral-direito Cláudio Winck.

A Chapecoense voltou ao contra-ataque com uma ‘bomba’ lançada por Alaniz, aos 22 minutos, que rebateu na trave. Depois do susto, o Princesa conseguiu outra jogada, pelo canto direito, com Lacraia mirando a bola no meia-atacante Michel Parintins, que cabeceia a bola com segurança para o goleiro da Chape, Marcelo Boeck, fazer uma defesa milagrosa à queima-roupa, aos 26 minutos.

Com mais oportunidades claras de gols, o Tubarão inverteu a armação de ataque. Aos 29 minutos, o lateral-direito Emerson ficou responsável em cruzar, pela direita, até a grande área e Lacraia, de cabeça, acertou para fora a bola. A equipe catarinense reagiu com Silvinho, o jogador de mais perigo do grupo anfitrião, chutando para o fundo das redes a bola. Mas o gol foi anulado, aos 33 minutos, por impedimento.

Mais disposto em campo, o Princesa manteve o ritmo acelerado e a marcação sobre a Chapecoense até o apito para o intervalo da partida. Com o placar inalterado, em 0 a 0, os dois gols de diferença do Tubarão para garantir a classificação para segunda fase da Copa do Brasil não vieram, mas a equipe do Amazonas demonstrou superioridade na etapa inicial.

Chape aproveita vacilos dos amazonenses
No segundo tempo, tudo que poderia ter funcionado para o Tubarão começou a dar errado. Com dores na perna direita, o atacante Júnior Lacraia não conseguiu render o mesmo nos minutos iniciais da etapa complementar. E a Chapecoense aproveitou a queda no ritmo do time de Manacapuru para marcar o primeiro gol, aos cinco minutos, com um gol de rebote de Kemps após a bola rebater na trave numa cobrança de falta de Josimar.

Sentindo a lesão, Lacraia chegou a sair de campo de maca, porém, decidiu resistir ao desconforto das dores na perna e voltou para tentar ajudar o Tubarão a virar o resultado. E até quando a chance de empatar surgiu, com um pênalti marcado a favor do Princesa, o habitual ‘matador’ do time amazonense, Michel Parintins, cobrou mal a penalidade máxima para boa defesa do goleiro Marcelo Boeck, aos 24 minutos.

O Tubarão ainda criava mais oportunidades de finalizar e apesar de estar na frente no placar, os jogadores da Chape perderam o controle emocional. Num intervalo de cinco minutos, Marcelo e Cláudio Winck foram expulsos por cometeram a mesma falta violenta: carrinhos sobre Randerson, aos 26 minutos, e Dênis, aos 31 minutos, respectivamente.

Mesmo com boa vantagem numérica em campo, o Princesa não soube transformar nenhuma das brechas em gols. Lacraia conseguiu armar mais lances de perigo e os atacantes Nando e Branco chegaram perto de fazer um gol de honra para o time do Alto Solimões. E nos acréscimos, a derrota do Tubarão acabou ampliada com o segundo gol da Chapecoense marcado, de pênalti, por Rodrigo Andrade, aos 48 minutos: 2 a 0.

Revoltado com a marcação da penalidade, o técnico do Princesa, Zé Marco, foi expulso por reclamação antes da Chape converter o pênatli. “Nossa equipe foi guerreira dentro da partida, aguentamos até certa parte e perdemos uma boa oportunidade no pênalti. Eles (a Chapecoense) ainda tiveram dois (jogadores) expulsos, mas no futebol é assim. Agora é levantar a cabeça e se preparar para Série D do Brasileiro e Estadual”, comentou Júnior Lacraia, ao canal fechado SporTV.

Fonte: d24am.com

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