De origem humilde, cientista brasileira se tornou PhD em Química Joana D’Arc de Souza, que se formou em Harvard, chegou a passar fome; hoje faz pesquisas de ponta e tem 15 patentes registradas À direita, Joana Félix em seu trabalho no laboratório: pele artificial para queimaduras, colágeno para osteoporose, fertilizantes e filtragem com escamas de peixe - Lindomar Cailton / Divulgação/ FRANCA - A fala doce, baixinha e de sotaque carregado já dá a pista. Aquela mulher de aparência frágil, de não muito mais que um metro e meio de altura tem o dom de contornar obstáculos. De família pobre de Franca, no interior de São Paulo, a professora de Química Joana D’Arc Felix de Souza, de 53 anos, estudou em apostilas emprestadas e, muitas vezes, dormiu com fome quando morava em Campinas, onde fez graduação, doutorado e mestrado na Unicamp. De lá, partiu para os Estados Unidos, onde concluiu o pós-doutorado na Universidade de Harvard. A vida lhe pregou uma peça, e ela precisou voltar...