Prazos de entrega estourados, reajustes nos projetos executivos originais, com direito a aditivos no orçamento e no tempo de conclusão. Estes são alguns dos motivos pelos atrasos nas reformas de duas importantes praças esportivas no Amazonas, que se não estão paralisadas avançam lentamente nos canteiros de obras.
A espera pela reforma do Estádio Gilberto Mestrinho, o Gilbertão, em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), fechado para obras desde março deste ano, custou a perda do mando de campo e de dinheiro para o Princesa do Solimões na Série D do Brasileiro, entre julho e setembro. Apesar de eliminado na primeira fase, o Tubarão acumulou apenas dívidas nos cinco jogos como mandante no Estádio da Colina, em Manaus. O saldo negativo foi de quase R$ 30 mil (R$ 29.419,83) na soma de todos os borderôs em ‘casa’.
Empresa responsável pela obra, a Vale do Rio Verde Construções Ltda. tinha três meses para concluir a reforma do estádio, que estava previsto para ser entregue em junho. Após a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) constatar o atraso, o prazo foi estendido para outubro. Vencido novamente, o Estado colocou mais um aditivo de 180 dias para finalmente o Princesa recuperar seu ‘caldeirão’.
Orçada em mais de R$ 2,4 milhões, a reforma não sofreu paralisações, conforme a assessoria de imprensa da Seinfra. A secretaria culpa as condições climáticas, como o período chuvoso nos últimos meses, pela falta de celeridade nas frentes de trabalho. De acordo com a Seinfra, o Gilbertão precisou de ‘adequações no projeto’ original da obra e, consequentemente, a necessidade de um aditivo de serviço. Um possível aumento do valor da reforma não foi confirmado pela assessoria.
A nova previsão é que o Estádio Gilberto Mestrinho esteja pronto para uso até junho de 2015, um ano depois do primeiro prazo estipulado. Mas caso não ocorra mais nenhum imprevisto, a Seinfra tem uma data mais otimista: a segunda quinzena de abril.
Independentemente da ‘casa pronta’, o diretor de futebol do Princesa, Raphael Maddy, afirmou que utilizará o campo do estádio, em janeiro, para o início da pré-temporada do time para o Campeonato Amazonense. Mas se a obra não estiver concluída, o estádio deverá ficar de fora do Estadual, que tem previsão para iniciar em fevereiro e encerrar em junho, o que obrigará o Princesa do Solimões e possivelmente o Operário, que ainda luta por uma vaga na divisão, a mandarem suas partidas no Amazonense em outra cidade.
Em 2015, o Princesa disputará, além do Estadual, a Copa Verde e a Copa do Brasil e, provavelmente, longe de Manacapuru.
Fonte: d24am.com

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