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Colecionadores e clubes promovem o movimento 'antigomobilista'.

Qualquer colecionador poderia atestar que seu amor pelo objeto de coleção vai além do primeiro olhar. Causa orgulho e felicidade quando suas preciosidades são admiradas por outras pessoas. Foi assim, para celebrar e dividir essa fascinação que nasceu o Clube do Carro Antigo do Amazonas. 

Clube do Fusca
No começo, lá em 2003, o Clube do Fusca surgiu como o primeiro alicerce do que, mais tarde, abrangeria todos os modelos de carro. De acordo com Humberto Horta, fundador e presidente do clube, sua paixão pelo bom e velho Fusca reuniu amigos que compartilhavam do mesmo sentimento. “Sempre fui apaixonado por Fusca, foi meu primeiro carro. Anos depois, em 2003, consegui comprar outro do mesmo modelo. No começo, juntei alguns amigos que sabia que também gostavam e tinham Fuscas, e assim nasceu o Clube do Fusca. Éramos cinco pessoas e seis fuscas, e a ideia era fazer algo em um formato que já acontece em outras cidades”, conta.

O tempo e as experiências trouxeram um pouco mais de formalidade ao clube que, inspirado em eventos que Humberto havia participado em outros lugares, ganhava suas primeiras regras. “Morei em Curitiba e foi lá que comecei a apreciar e participar destes eventos. Lembro-me bem da inauguração do AIC (Autódromo Internacional de Curitiba) com uma exposição enorme de Opalas e Mavericks na área externa, além do estacionamento estar abarrotado de outras raridades. Aqui, adquirimos expertise ao longo do tempo, fomos amadurecendo a ideia e criando regras para os encontros”, relembra.

Clube do Opala
Foi um amigo de Humberto que se mostrou, tempos depois, interessado no clube. Mas havia um problema, não era nos fuscas que ele estava de olho. “Um amigo que tem um Opala veio me perguntar sobre o clube. Ele quis montar um e acabou pegando dicas da nossa experiência anterior para criar o Clube do Opala”, conta Humberto.

Os encontros, que aconteciam separadamente, foram atraindo cada vez mais a atenção de curiosos e outros colecionadores que também se interessavam por carros antigos. Eram muitos, com modelos mais variados, prontos para dividir também suas histórias. 

Clube do Carro Antigo do Amazonas
Com o aumento do interesse, foi natural que os dois clubes se juntassem de alguma forma para tentar criar espaço para outros modelos. Assim, Humberto Horta, presidente do Clube do Fusca do Amazonas, Paulo Coutinho, presidente do Clube do Opala de Manaus, e vários amigos e conhecidos se juntaram para criar o Clube do Carro Antigo do Amazonas, hoje presidido por Avelino Bulbol.Os carros que, pelas regras, têm, pelo menos, 20 anos de fabricação, passaram a seguir a programação tradicional dos encontros: ficavam expostos em espaços públicos da cidade.

“O primeiro espaço destinado aos eventos foi o estacionamento do então Estádio Vivaldo Lima. Perdemos o espaço quando fomos escolhidos como cidade-sede da Copa. De lá pra cá, tentamos vários espaços entre postos de gasolina, estacionamentos particulares e ruas pouco movimentadas, tudo para que o movimento antigomobilista não morresse”, explica Humberto.

Reunião de modelos antigos
Hoje, os encontros de carros antigos acontecem duas vezes por mês, na Bola da Suframa e na praça do IEA, sempre na primeira e terceira semana do mês, com um número variável de expositores. Os eventos buscam dividir com a população o amor que eles têm por peças que preservam memórias de um tempo que não volta mais. “Costumamos ter de 50 a 70 expositores por encontro, mas já ultrapassamos 100 veículos em alguns eventos. Somos apaixonados pelos carros, pelas histórias e, principalmente, pelas amizades que firmamos através desta paixão. É inegável que cada um de nós, expositor, colecionador ou visitante, tem uma ou mais experiências e histórias que quer nos contar. Algumas são tão engraçadas que ouvimos repetidas vezes”, conta Humberto.

A divulgação, que antes era no ‘boca a boca’, ganhou também uma aliada importante para ajudar no crescimento do evento: a internet. “No início, era no boca a boca. Passamos pela fase das mensagens SMS, páginas na internet, Chat, Blog. Não tínhamos um veículo de circulação que pudesse divulgar todos os eventos mensalmente. Com a explosão das redes sociais, as coisas se tornaram um pouco mais fáceis e, hoje, esta é a nossa maior ferramenta”, explica Humberto. Assim, qualquer pessoa que entrar na página ‘Clube do Carro Antigo do Amazonas’, no Facebook, vai ter acesso às programações especiais, encontros e fotos das exposições.

Datas Especiais
A programação dos eventos também traz comemorações aos modelos de carro. Alguns dos mais famosos têm datas fixas no calendário que, no Clube do Carro Antigo, não passam em branco. “O Fusca é privilegiado e possui dia nacional e dia mundial. O Dia Nacional do Fusca, 20 de Janeiro, tem sido comemorado na Praça São Sebastião, no calçadão lateral do Teatro Amazonas, com o apoio da Secretaria de Cultura, enquanto o Dia Mundial do Fusca, 22 de junho, tem sido comemorado no pátio de uma concessionária da marca em Manaus. O Dia do Opala, 18 de novembro, sempre possui comemoração, mas em locais que tem variado ao longo dos anos. Este mês comemoramos o Dia do Opala no estacionamento de um dos shoppings da cidade em um dia de grande movimento”, explica Humberto.

Os encontros têm um clima descontraído e acolhedor para a família inteira. Mesmo quem não conhece a história dos modelos expostos, se sente tentado a dar uma olhada e descobrir mais. São, muitas vezes, carros raros, que a nova geração sequer viu rodar pelas ruas. Por isso, a troca é tão rica. Para esses colecionadores, mostrar suas relíquias é como mostrar um pedaço de si. “Acho que o maior orgulho de um colecionador é poder exibir suas raridades e contar suas histórias, são quase como troféus de guerra para um veterano”, finaliza Humberto Horta.

Fonte: d24am.com

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